segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Far Far Away

         Estou me sentindo no reino de Tão Tão Distante. Hoje é o aniversário da minha mãe eu eu não posso passar lá para dar um abraço nela. Não posso ir nem no final de semana e provavelmente nem até o final do ano. Até ligar para ela foi complicado (tive que pedir pro meu pai me ligar pra eu falar com ela).

 Meus pais em Nova Petropolis

        As pessoas podem achar que não é tão difícil morar longe da família, afinal muita gente mora longe. Muitas pessoas moram em outra cidade, outro estado e até outro país! Podem achar que fica fácil com o tempo, mas não é assim. Não tem um único dia que eu não pense neles. Sempre acontece algo no dia que faz com que eu pense “minha irmã ia gostar disso”, “minha mãe falava sobre isso”, “meu pai ia rir disso” entre tantas coisas. Queria poder conversar com eles a noite quando todos estão em casa ou ao menos nos finais de semana onde certamente almoçaríamos juntos.

       Morro de medo de que aconteça alguma coisa com eles e eu não esteja por perto, nem tenha como chegar rápido. Também morro de medo de algo me acontecer aqui tão longe deles. Tudo por causa desses mais de 4500km de distância entre nós.

       Minhas amigas na faculdade moravam longe da família, mas não era algo que elas não pudessem pegar um ônibus e passar um final de semana em casa. E mesmo podendo passar os feriados e férias com a família era notável o quanto fazia falta para elas estar longe e o quanto elas ficavam felizes em visitar ou receber a visita da mãe, por exemplo. Para eu ir ver minha família uma vez por ano já é complicado. Preciso de dinheiro, de tempo pra ficar lá e preciso não ter compromisssos aqui. Para eles virem me ver, no momento, é quase impossível.

        Não que eu seja maltratada aqui. O Thi e a família dele (principalmente a mãe) sempre fizeram tudo que podíam para me ajudar e me deixar a vontade e bem aqui. Contudo parece sempre que tem um buraco enorme em mim. Parece que me falta um pedaço, que eu não sou eu mesma aqui. Como diz a música A Revolta dos Dândis dos Engenheiros do Hawaii:

“Eu me sinto um estrangeiro

passageiro de algum trem

Que não passa por aqui

Que não passa de ilusão”

O reino 

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É meus leitores inexistentes, eu estou em Far Far Away, mas meu coração se divide entre o Reino e o Pântano. _________________________________________

O pantano

sábado, 21 de novembro de 2009

Tudo vira Bosta

       Como diz a música da Rita Lee: TUDO VIRA BOSTA. Parece que chega um momento em que tudo começa a dpessimismoesandar geral e o pessimismo toma conta da aura da gente. Estou num desses momentos f******, parece que tudo que eu toco tende a dar errado. Se finalmente acho um curso que eu quero fazer e tenho dinheiro para  me inscrever o curso não abre, ou é cancelado por falta de alunos. Se me empolgo a fazer um bolo, a massa não cresce ou sola. Qualquer coisa que me empolgue e me deixe feliz dura somente o instante de ser duramente esmagada e despedaçada junto com o fio de esperança que começava a se formar. Parece que o Scar do filme Rei Leão nunca esteve tão certo em dizer: “a vida não é justa, não é?”
       É… mais um ano está chegando ao fim e é mais um ano que eu não tive grandes realizações e nem tenho grandes planos pro futuro. É mais um ano que eu percebo que gente boa só se ferra e que meninas de 15 anos já  superam até as mulheres de 25 (imagina as de 40!). o Futuro não é promissor… Como diz a música da atual novela das nove: “a gente não nasce começa a morrer”. Ou Tudo erradoseja, a coisa só tende a piorar com o tempo.
       Desculpem-me o pessimismo e o possível abatimento após a lida deste post, mas acreditem que não foi tão ruim quanto teria sido se eu o escrevesse umas 3 horas mais cedo. Queria ser ou estar mais esperançosa, mas realmente tudo vira bosta, a vida não é justa e a gente não nasce, começa a morrer.
        Pra quem está como eu, escrevo aqui o refrão da música “Pulsos” da Pitty, numa tentativa de dar-lhes ânimo:
      “ Tenta achar que não é assim tão mal
exercita a paciência.
Guarda os pulsos pro final
saída de emergência”
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